Carnaval.
Passei todos os dias do Carnaval com a minha lindinha. Nunca pensei q fosse tão gostoso, juro. Essa foi a primeira viagem que fizemos juntas, e eu simplesmente adorei!
E ninguém reclamou da minha saída. Explica-se: depois de uma discussão terrível q eu tive em kza, minha mãe realmente decidiu não tocar mais no assunto. (Ao contrário da mãe da Sandrinha, mas anyways, isso não importa. Eu a amo e ponto.)
Enfim, como foi gostoso ficar junto com a minha gatinha!!! E o mais legal é que foi num lugar completamente HT, kkkk! Era mto divertido dar fora nos moleques, e ver a minha Sandrinha puta de ciúmes (e eu dela, é claro!)
Ri horrores! Dormi horrores! Fiquei com ela horrores!!!
Nossa, amar é realmente bom demais.
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Luto
Meu amigo de infância faleceu nesse domingo. Leucemia. Tá legal, ele não era a pessoa mais certa desse mundo - estava preso - mas, no fundo no fundo, fiquei com uma angústia. E mto triste, pq ele era mto legal. E novo, apenas 25 anos.
Isso me faz pensar na vida e em tudo o que eu tenho feito nela. E cada vez mais eu tenho vontade de viver como eu quero. E eu quero casar, ter uma família, uma casa financiada pela caixa, um carnê das Casas Bahia, enfim, tudo o que uma pessoa comum pode querer. Eu tenho esse direito. E não vou deixar de fazer o que eu quero e ficar com quem eu amo por causa das outras pessoas.
No final a gente morre. E aí?
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Hotel Sinistro
"Fica tranquila, Vi. O lugar é simples, mas dá pra dormir legal."
E foi assim que eu fui parar com a Sandrinha num hotel no centro de Santos.
E me senti como se fosse uma hóspede no filme "o hotel maldito", ou algo parecido.
"func func func." meu nariz começou a travar.
"func func func" o nariz da Sandrinha começou a travar.
Olha que lindo, nós duas temos rinusinusite. Não é um amor?
"Vamos tomar banho, gatinha?" Sugeri. Nessas horas eu deveria ficar quieta.
"Vamos!"
"ahhhh!"
"o que foi?"
"essa água, tá fria pra caralho!"
"ah, vamos encarar, fazer o q?"
E tomamos banho frio.
"O que vc tá fazendo aí Gui?"
"Acendendo uma vela, pra acabar com o mofo."
"Mofo??"
Sim, tinha mofo lá também.
E voltando ao banheiro, o cano da privada - que estava solto - tinha o número do telefone da empresa que fabricou o material. 80-4000. Era da época que número de telefone só tinha dois digítos no prefixo! Dava pra levar o cano e vender num antiquário. Ou doar para um museu.
"Papai, o que é aquilo?"
"Um cano filhinha, da época que telefone celular não existia, que o sistema era estatal, e que ninguém ligava pra ninguém, pq era mto caro ter um telefone comum."
"Nossa! Faz tempo isso né?"
Isso pq vcs não viram a televisão. Uma 14'' da National, caixa de madeira, sem controle remoto. Eu jogava Atari numa daquelas! Aquele cano e aquela TV e eu fazia história! Pensei duas vezes antes de levar. Mas achei que não dava espaço no porta-malas do carro. Afinal, aquilo não era roubo, era auxílio.
Vacilos insanos à parte. Voltando ao quarto do hotel...
"Nhic nhic nhic..."
"Gatinha, que barulho é esse?"
"Não sei não anjo."
"Vai lá ver, vai."
"ué, vai você."
"Eu? e se for um rato?"
Se uma mulher é um bicho difícil, imagine duas. Graças a Deus que existe o inseticida, raticida, e todos os idas, e que eu tenho uma namorada que não tem medo de nada. Ufa!
"Tá, eu vou lá. Pronto. Não tem nada no banheiro."
"Mas eu ouvi um barulho."
"Nhic nhic nhic."
"Não falei?"
"Agora vai você."
"Eu vou, mas não me responsabilizo pelo grito que eu posso dar."
E não tinha nada. Mas o meu nariz ficou na mão. O cú - vcs devem estar pensando - já havia pulado pela janela.
Acordamos. Eu com uma puta dor de cabeça. Vocês não tem noção da capacidade destrutiva do mofo em uma pessoa com rinusinusite.
"Gatinha, me faz prometer uma coisa?"
"O que, linda?"
"que nunca mais a gente desvia o nosso caminho sem ter onde dormir, e que a gente nunca mais volta aqui?"
Ela riu e apertou a minha mão.
"Com certeza. Eu puxo o volante e desvio o caminho."
O preço disso tudo? 20 reais. É, existem coisas que o dinheiro não compra. Mas lá aceitava Mastercard.
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Rosas.
Começou com um cara correndo pelado pela praia de S. Vicente.
O primo dele estava perto. Era mto bonito e bastante educado.
"Nossa, ele é bonito né? Educado, divertido, legal. Gostei."
"Gostou foi?" O bichinho do ciúme começou a invadir a minha mente.
"Ah, não creio. Vc tá com ciúme, é isso?"
"Tô sim, pq? Ele é tudo isso aí que vc falou e lançou o maior olhar p vc que eu vi."
"Ah meu Deus, larga a mão de ser tonta!"
"Eu sou ciumenta, eu te avisei desde o início."
"Com licença, uma rosa? Você não acha que ela merece uma rosa?"
"Claro que sim! Uma rosa para a minha Vi, a namorada mais linda do mundo."
Acreditem se quiser, eu chorei. Chorei de verdade. Foi a primeira vez que eu ganhei uma rosa com tanto sentimento. E ela está aqui, linda, ao lado do meu computador.
Fala sério: minha namorada não é um arraso?
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Etc.
Recebi uma visita ilustre no meu blog. Walkiria, do "Mãe de lésbica" veio por aqui, isso não é tudo? linkei ela logo ao lado, e aliás, linkei mais um monte de gente da lista também!!! e desculpem a demora, mas sabe como é... eu ultimamente não tenho tido lá taaaaaanto cuidado em manter as minhas coisas... inclusive o meu blog, kkkk!!!!! Mas eu não desisti! E continuo mantendo... aos poucos, mas mantendo!
Ah, encontrei uma matéria muuuito legal na Superinteressante desse mês... vale a pena dar uma olhadinha!
http://br.geocities.yahoo.com/littlealonesp/sotaquegay.pdf
Sound: Talk to me, dance with me - Hot hot heat
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Sobre Carnaval, luto, hotéis sinistros e etc.
Postado por Vih! às 11:26 PM 11 comentários
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Um mês depois.
Tá. Sem comentários. Sem dizer que eu sou sumida.
Aliás, não digam nada.
Estou apreensiva. Bastante. Demais. Algo que eu não queria que acontecesse está fugindo do meu controle. E eu não gosto dessas coisas, de verdade.
Explica-se:
Lembram-se que eu disse que havia uma aluna que eu achava que estava afim de mim?
Pois é. Ela realmente está. Não que isso me incomode, claro. Eu sou completamente apaixonada pela minha Sandrinha e não vivo mais sem ela. Não é isso. É outra coisa.
Ela pediu para conversar comigo. Disse que é normal, que eu nunca tenho atenção para ela mesmo.
"Conta aí cururu, o que tá acontecendo?"
"Lembra das cartas que eu te mandei? então. eu tô fazendo umas coisas erradas. Vc não tem culpa, mas eu fiquei meio mal pq eu não conseguia ver você de jeito nenhum durante dezembro e janeiro. Eu fiquei com saudade. Poxa, eu nem sei... me desculpa."
"Mas o que aconteceu, meu Deus?"
"É que eu, ah, sei lá, andei usando umas coisas erradas... drogas, sabe?"
"E eu posso saber pq?"
"Saudade. Eu não sei. É tontice minha, querer algo que eu nunca vou ter. Mas eu não me controlei, o qu eu posso fazer?"
Apareceu um amigo dela.
"Eu já falei para ela parar com isso professora. Já disse que vou dar bronca e tudo o mais. Até que ela tá melhorando."
Olhei para ela com reprovação.
"Não gostei do que você fez. Não gostei mesmo. Eu estou triste e magoada. Não precisava chegar nesse ponto, você sabe disso. Poxa, vc não pode se destruir!"
Abracei-a. Dei um abraço forte e confortável. Não sei se eu deveria ter feito isso, não sei se a Sandrinha vai brigar comigo. Mas eu senti que aquela pequena criaturinha precisava de ajuda. E não de um olhar crítico de repulsa.
Ela chorou. Não vi, mas senti no meu ombro o choro dela.
Saiu, dei um beijo no rosto dela e ela virou rapidamente para que eu não visse seu rosto vermelho. Abraçou o amigo e foi.
"O que aconteceu?" perguntou um colega de trabalho.
"Ah, problemas com a família. Eu fico com dó, pq ela confia em mim." Menti.
Fiquei mal. De verdade. Mas o que eu posso fazer?
Sound: Glory of life - Mink (Chris Cox - Anthem Mix)
Postado por Vih! às 1:18 AM 5 comentários
domingo, janeiro 14, 2007
Texto.
Pensei em publicar trezentos milhoes de coisas nesse blog. Realmente, eu sei q eu to um pouco sumida... e ttas coisas acontecendo... nossa, minha cabeça tá completamente virada. Que medo de mim.
Enfim, encontrei esse texto perdido no meio das minhas coisas e resolvi compartilhar. É a resposta de uma mulher acerca do pedido (indeferido diga-se de passagem) de legalização da união homossexual no estado de São Paulo, feito pelo procurador do ministério público.
Hoje já podemos fazer contratos de união estável. Aos poucos as coisas vão melhorando, finalmente.
Segue o texto:
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A grande maioria das pessoas concorda que gostaria de ser uma pessoa saudável, feliz e útil enquanto estiver aqui na Terra, vivendo. Para que isso se torne possível, recebemos durante todas nossas vidas e das mais diferentes fontes (pais, parentes, professores, autoridades, amigos, mídia, etc.) uma abundância (talvez excessiva) de conselhos, broncas, ameaças, dicas, fórmulas e regras que acabam nos programando sobre o que é a felicidade e como buscá-la. Mas, em algum lugar desse caminho, ao amadurecermos como adultos, começamos a notar que, na verdade e gostemos disso ou não, somos nós mesmos que criamos nosso próprio sentido de existência como seres humanos, embora baseando-nos em valores e crenças de outras pessoas. Em algum ponto de nossas vidas, por vontade própria ou por acidente, descobrimos que o sentido da nossa vida depende somente de nós mesmos. Somos ao mesmo tempo autores, diretores e o ator principal dessa peça fantástica que se chama Vida. Para muitas pessoas essa descoberta é tão assustadora que preferem voltar para sua zona de segurança, uma área confortável onde não é preciso pensar apenas obedecer. Para elas, é difícil aceitar que evitar tomar decisões já é em si uma decisão. É um paradoxo: tem gente que toma a decisão de não decidir. É a decisão de deixar os outros decidirem no seu lugar. Em última análise, a decisão de deixar de ser quem se é para ser quem os outros querem que ela seja. Felizmente, existem também as pessoas que se dão conta dessa liberdade de poder pensar (e decidir) de maneira livre e racional. Conseguem aceitar o fato de que o pré-condicionamento que receberam, independentemente de seu conteúdo ou fonte, é apenas mais um passo inevitável do processo de maturação e amadurecimento. Dessa maneira, elevam-se, fortalecendo sua estima e amor-próprio. De maneira apaixonada, as pessoas livres valorizam sua dedicação, buscando jogar o melhor possível com as cartas que a Vida lhes dá, através do crescimento e da aprendizagem contínua. Consistentemente, escolhem fazer coisas que fazem sentido em suas vidas trazendo junto a realização pessoal e profissional. Aonde você se encaixa? Você é quem gostaria de ser? Faz o que gostaria de fazer? A sua vida é a vida que você queria ter? Não aceite as desculpas racionais que sempre aparecem em nossas mentes quando fazemos essas perguntas. Melhor ainda: preste atenção no seu comportamento, na sua atitude, pois essas são as melhores formas de descobrir corretamente que tipo de filosofia e valores pessoais você tem. Na imensa maioria das vezes, as coisas acontecem porque alguém tomou uma decisão A Natureza recompensa a ação, e não desejos ou sentimentos. O controle de qualquer situação requer foco e expectativas claras sobre nosso objetivo final, bem como conhecer as ações ou passos que devem ser tomados para atingir esse objetivo de maneira satisfatória. A verdade é que uma pessoa pode esperar um raio cair para iluminar sua vida, mas isso é tão raro que nem vale a pena esperar. Sorte, já dizia o sábio, é quando a preparação encontra a oportunidade. As duas coisas se complementam, e de fora, para quem olha como espectador, parece sorte. Mas na verdade existe muito trabalho duro e esforço por trás dessa sorte. Se existem aspectos na sua vida que você gostaria de mudar, você precisa de um objetivo, de um plano de ação, e da determinação de transformar isso em realidade (ou seja, agir!). Para vencer o jogo você precisa entrar em campo. Para ganhar na loteria você precisa pelo menos comprar um bilhete. Finalizo em respeito ao procurador Senhor João Gilberto ora o artigo publicado, mas cabe lembrar existem prioridades urgentes no dia a dia do povão que contribuiu para o pobre/rico Presidente da República as demagogias de preconceitos, presenciadas no dia a dia.
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Sound: So Many Times - Gadjo
Postado por Vih! às 12:08 AM 7 comentários
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Sumi.
Mas ainda existo. E queria avisar que eu não larguei esse blog.
Kisses!
Postado por Vih! às 12:51 PM 4 comentários
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Quinze minutos.
Desde sábado que eu não via a Sandrinha.
Desde sábado.
Domingo exigiram a minha presença para sair aí eu fui, já que às vezes eu sou necessária. (Puxa, as vezes eu queria nem ser notada, mas putz, eu sou... ai q saco isso.)
E como ela está trabalhando agora (isso é maravilhoso, claro.)
Segunda não deu.
Terça não deu.
Quarta... deu.
Nos vemos por quinze minutos.
Quinze minutos.
Quinze minutos.
Não me conformo. É pouquíssimo tempo para quem está morrendo de saudades como eu. Minha vontade, ao vê-la, na casa do Geraldo, foi de encosta-la na parede e beija-la até eu perder o fôlego...
mas o irmão dele estava lá. "Meninas, acalmem-se... meu irmão ainda não sabe de mim!"
Ai que ódio. Tudo bem que ele tinha razão... mas puta merda (até merece um palavrão isso) saudade me irrita!!!
"Fica aqui até as oito e meia, linda... acho que eu saio mais cedo hoje..."
"Tudo bem... mas eu preciso fazer um trabalho da faculdade, e amanhã eu levanto cedo..."
Fui para a escola com a esperança de sair mais cedo. Passei o trabalho de recuperação para as crianças, que, curiosamente, fizeram tudo super rapidinho, p ir embora logo.
Mas dois professores enrolaram... enrolaram...
E eu fiquei lá até as dez. E não vi a Sandrinha.
Agora eu estou aqui. Olhando para minha aliança no dedo, com o coração apertado, segurando para não chorar. Não desejo a ninguém que passe por isso. É muito, muito, muito ruim.
[Sound: Inevitable - Shakira]
Postado por Vih! às 9:21 PM 6 comentários
sábado, dezembro 02, 2006
Um ano depois...
Tá. Eu sumi. Peço perdão.
E prometo não fazer isso de novo. Mas afirmo que foi por um bom motivo. Aliás, vários. ;)
O primeiro é que eu aproveito todas as chances para ficar com a minha lindinha.
O segundo que o semestre tá acabando e eu preciso terminar os meus diários.
E o terceiro que eu estou com tendinite. O que significa que eu não estou mexendo muito com teclados, canetas e afins. Fazer o quê né? É a vida... Assim eu passo mais e mais tempo com a minha lindinha ;) heee!!!
Novidades? Nessas quase duas semanas eu:
*Cantei num coral;
*Participei de uma feira cultural na escola;
*Fechei algumas notas, e fiz o conselho de classe;
*Ganhei uma aliança de compromisso!!!!;
*Sumi com a minha lindinha por uma noite inteirinha!!!!
*As coisas aqui em kza tão melhorando aos poucos... mas tão indo!!!!
Tenho ou não motivos pra ficar feliz???
Agora eu vou visitar uns blogs amigos... q devem estar morrendo de saudades minhas!!! (hoo menina convencida neh?)
[Sound: Ana Júlia - Los Hermanos (Cantada pelos vizinhos num videokê. Ninguém merece.)]
Postado por Vih! às 6:51 PM 3 comentários
quarta-feira, novembro 15, 2006
Amor
Sabe, eu queria entender o que faz com que duas pessoas, que se amam, fiquem separadas.
Eu queria saber porque tem gente que consegue brigar por causa de tudo. E de todos.
Por quê é tão difícil abrir mão de pequenas coisas, só p ter ao nosso lado a pessoa que a gente ama.
Sabe... amar não é difícil... as pessoas que não estão preparadas p abrir o coração p esse sentimento.
Quando vc ama de verdade, não tem distância, não tem prova na faculdade, não tem trabalho, não tem família... enfim, não existem problemas que dificultem um verdadeiro amor.
Eu falo isso, pq vejo dois amiguinhos meus passando por isso... ele quer presença... o outro não quer ceder... as pessoas sofrem por causa de bobagem... brigar só faz com que a gente fique longe do nosso amor...
Pode parecer mentira, mas em 10 meses de relacionamento, eu nunca briguei com a Sandrinha. Sempre resolvemos tudo na hora, pá, na lata e pronto. Nada de esconder. Se eu não gostei eu falo. Se ela não gostou ela reclama. Mas nós nunca brigamos.
Você está pronto para o verdadeiro amor?
[Sound: Full Circle - Aerosmith] (Clique com o botão direito>Salvar como...)
Postado por Vih! às 10:51 PM 11 comentários