quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Sobre Carnaval, luto, hotéis sinistros e etc.

Carnaval.

Passei todos os dias do Carnaval com a minha lindinha. Nunca pensei q fosse tão gostoso, juro. Essa foi a primeira viagem que fizemos juntas, e eu simplesmente adorei!

E ninguém reclamou da minha saída. Explica-se: depois de uma discussão terrível q eu tive em kza, minha mãe realmente decidiu não tocar mais no assunto. (Ao contrário da mãe da Sandrinha, mas anyways, isso não importa. Eu a amo e ponto.)

Enfim, como foi gostoso ficar junto com a minha gatinha!!! E o mais legal é que foi num lugar completamente HT, kkkk! Era mto divertido dar fora nos moleques, e ver a minha Sandrinha puta de ciúmes (e eu dela, é claro!)

Ri horrores! Dormi horrores! Fiquei com ela horrores!!!
Nossa, amar é realmente bom demais.

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Luto

Meu amigo de infância faleceu nesse domingo. Leucemia. Tá legal, ele não era a pessoa mais certa desse mundo - estava preso - mas, no fundo no fundo, fiquei com uma angústia. E mto triste, pq ele era mto legal. E novo, apenas 25 anos.
Isso me faz pensar na vida e em tudo o que eu tenho feito nela. E cada vez mais eu tenho vontade de viver como eu quero. E eu quero casar, ter uma família, uma casa financiada pela caixa, um carnê das Casas Bahia, enfim, tudo o que uma pessoa comum pode querer. Eu tenho esse direito. E não vou deixar de fazer o que eu quero e ficar com quem eu amo por causa das outras pessoas.

No final a gente morre. E aí?

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Hotel Sinistro

"Fica tranquila, Vi. O lugar é simples, mas dá pra dormir legal."

E foi assim que eu fui parar com a Sandrinha num hotel no centro de Santos.
E me senti como se fosse uma hóspede no filme "o hotel maldito", ou algo parecido.

"func func func." meu nariz começou a travar.
"func func func" o nariz da Sandrinha começou a travar.

Olha que lindo, nós duas temos rinusinusite. Não é um amor?

"Vamos tomar banho, gatinha?" Sugeri. Nessas horas eu deveria ficar quieta.
"Vamos!"

"ahhhh!"
"o que foi?"
"essa água, tá fria pra caralho!"
"ah, vamos encarar, fazer o q?"

E tomamos banho frio.

"O que vc tá fazendo aí Gui?"
"Acendendo uma vela, pra acabar com o mofo."
"Mofo??"

Sim, tinha mofo lá também.

E voltando ao banheiro, o cano da privada - que estava solto - tinha o número do telefone da empresa que fabricou o material. 80-4000. Era da época que número de telefone só tinha dois digítos no prefixo! Dava pra levar o cano e vender num antiquário. Ou doar para um museu.

"Papai, o que é aquilo?"
"Um cano filhinha, da época que telefone celular não existia, que o sistema era estatal, e que ninguém ligava pra ninguém, pq era mto caro ter um telefone comum."
"Nossa! Faz tempo isso né?"

Isso pq vcs não viram a televisão. Uma 14'' da National, caixa de madeira, sem controle remoto. Eu jogava Atari numa daquelas! Aquele cano e aquela TV e eu fazia história! Pensei duas vezes antes de levar. Mas achei que não dava espaço no porta-malas do carro. Afinal, aquilo não era roubo, era auxílio.


Vacilos insanos à parte. Voltando ao quarto do hotel...

"Nhic nhic nhic..."
"Gatinha, que barulho é esse?"
"Não sei não anjo."
"Vai lá ver, vai."
"ué, vai você."
"Eu? e se for um rato?"
Se uma mulher é um bicho difícil, imagine duas. Graças a Deus que existe o inseticida, raticida, e todos os idas, e que eu tenho uma namorada que não tem medo de nada. Ufa!

"Tá, eu vou lá. Pronto. Não tem nada no banheiro."
"Mas eu ouvi um barulho."
"Nhic nhic nhic."
"Não falei?"
"Agora vai você."
"Eu vou, mas não me responsabilizo pelo grito que eu posso dar."
E não tinha nada. Mas o meu nariz ficou na mão. O cú - vcs devem estar pensando - já havia pulado pela janela.

Acordamos. Eu com uma puta dor de cabeça. Vocês não tem noção da capacidade destrutiva do mofo em uma pessoa com rinusinusite.

"Gatinha, me faz prometer uma coisa?"
"O que, linda?"
"que nunca mais a gente desvia o nosso caminho sem ter onde dormir, e que a gente nunca mais volta aqui?"

Ela riu e apertou a minha mão.

"Com certeza. Eu puxo o volante e desvio o caminho."

O preço disso tudo? 20 reais. É, existem coisas que o dinheiro não compra. Mas lá aceitava Mastercard.

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Rosas.

Começou com um cara correndo pelado pela praia de S. Vicente.
O primo dele estava perto. Era mto bonito e bastante educado.

"Nossa, ele é bonito né? Educado, divertido, legal. Gostei."
"Gostou foi?" O bichinho do ciúme começou a invadir a minha mente.
"Ah, não creio. Vc tá com ciúme, é isso?"
"Tô sim, pq? Ele é tudo isso aí que vc falou e lançou o maior olhar p vc que eu vi."
"Ah meu Deus, larga a mão de ser tonta!"
"Eu sou ciumenta, eu te avisei desde o início."
"Com licença, uma rosa? Você não acha que ela merece uma rosa?"
"Claro que sim! Uma rosa para a minha Vi, a namorada mais linda do mundo."

Acreditem se quiser, eu chorei. Chorei de verdade. Foi a primeira vez que eu ganhei uma rosa com tanto sentimento. E ela está aqui, linda, ao lado do meu computador.
Fala sério: minha namorada não é um arraso?


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Etc.

Recebi uma visita ilustre no meu blog. Walkiria, do "Mãe de lésbica" veio por aqui, isso não é tudo? linkei ela logo ao lado, e aliás, linkei mais um monte de gente da lista também!!! e desculpem a demora, mas sabe como é... eu ultimamente não tenho tido lá taaaaaanto cuidado em manter as minhas coisas... inclusive o meu blog, kkkk!!!!! Mas eu não desisti! E continuo mantendo... aos poucos, mas mantendo!

Ah, encontrei uma matéria muuuito legal na Superinteressante desse mês... vale a pena dar uma olhadinha!
http://br.geocities.yahoo.com/littlealonesp/sotaquegay.pdf

Sound: Talk to me, dance with me - Hot hot heat

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Um mês depois.

Tá. Sem comentários. Sem dizer que eu sou sumida.
Aliás, não digam nada.

Estou apreensiva. Bastante. Demais. Algo que eu não queria que acontecesse está fugindo do meu controle. E eu não gosto dessas coisas, de verdade.
Explica-se:
Lembram-se que eu disse que havia uma aluna que eu achava que estava afim de mim?

Pois é. Ela realmente está. Não que isso me incomode, claro. Eu sou completamente apaixonada pela minha Sandrinha e não vivo mais sem ela. Não é isso. É outra coisa.

Ela pediu para conversar comigo. Disse que é normal, que eu nunca tenho atenção para ela mesmo.
"Conta aí cururu, o que tá acontecendo?"

"Lembra das cartas que eu te mandei? então. eu tô fazendo umas coisas erradas. Vc não tem culpa, mas eu fiquei meio mal pq eu não conseguia ver você de jeito nenhum durante dezembro e janeiro. Eu fiquei com saudade. Poxa, eu nem sei... me desculpa."

"Mas o que aconteceu, meu Deus?"

"É que eu, ah, sei lá, andei usando umas coisas erradas... drogas, sabe?"

"E eu posso saber pq?"

"Saudade. Eu não sei. É tontice minha, querer algo que eu nunca vou ter. Mas eu não me controlei, o qu eu posso fazer?"

Apareceu um amigo dela.

"Eu já falei para ela parar com isso professora. Já disse que vou dar bronca e tudo o mais. Até que ela tá melhorando."

Olhei para ela com reprovação.

"Não gostei do que você fez. Não gostei mesmo. Eu estou triste e magoada. Não precisava chegar nesse ponto, você sabe disso. Poxa, vc não pode se destruir!"

Abracei-a. Dei um abraço forte e confortável. Não sei se eu deveria ter feito isso, não sei se a Sandrinha vai brigar comigo. Mas eu senti que aquela pequena criaturinha precisava de ajuda. E não de um olhar crítico de repulsa.

Ela chorou. Não vi, mas senti no meu ombro o choro dela.

Saiu, dei um beijo no rosto dela e ela virou rapidamente para que eu não visse seu rosto vermelho. Abraçou o amigo e foi.

"O que aconteceu?" perguntou um colega de trabalho.

"Ah, problemas com a família. Eu fico com dó, pq ela confia em mim." Menti.

Fiquei mal. De verdade. Mas o que eu posso fazer?

Sound: Glory of life - Mink (Chris Cox - Anthem Mix)